segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Pelo fim da crueldade

Sou jornalista, curiosa e tenho fácil acesso à informação, mas desde de sexta passada, não fazia parte da minha realidade a crueldade a que submetem animais indefesos. O tempo todo está ali, na nossa rotina, no nosso meio. Foi com o caso do Instituto Royal em São Roque que pesquisei e fiquei chocada com a lista de empresas que fazem testes com animais. E pior ainda é saber que muitos deles são em prol da nossa própria vaidade. 

Depois de ler páginas de ONGs contra os testes e informações nas redes sociais de ativistas, me incomoda pensar que compro um creme testado em animais que deixará minhas rugas aparecerem daqui a cinco anos e não mais no ano que vem. Me incomoda pensar que, para que eu permaneça mais jovem e bonita, animais tenham sido maltratados. 

Tentar a cura do câncer é uma coisa. Acho sim que pesquisas precisam ser feitas para que doenças sejam combatidas, mas tudo tem sua alternativa. E usar animais, definitivamente, não deve ser uma delas. Levar ao sofrimento uma espécie para o benefício de outra é algo maléfico. Mas ao mesmo tempo, sei que é muito complicado excluir os produtos de nossa vida. Como não colocar um Band-Aid em um dedo machucado? Como não passar aquele creme que promete deixar os cabelos macios? E deixar de comer carne? 

Não vou dizer que vou ser radical ao ponto de não usar um remédio para dor de cabeça quando preciso, mas, a partir de hoje, serei mais consciente do que estou usando. Não preciso exatamente daquele shampoo, posso muito bem usar o que é a base de plantas e extratos vegetais. Há marcas brasileiras muito boas que não participam dessa prática cruel. (veja aqui)

Depois de passar três dias lendo sobre o assunto e vendo a repercussão do caso, posso dizer que os ativistas ganharam mais uma fã. Fui covarde e não fui à nenhuma manifestação, tive medo de que pudesse ser violenta como foi. Também não me comprometo a ir, justamente por haver ainda pessoas que estão lá em busca do vandalismo e violência. Mas farei minha parte, defendendo, divulgando e, principalmente, não consumindo grande parte desses produtos. 

Muitos podem pensar que estou sendo radical ou que, daqui a pouco, ninguém mais vai se lembrar dos beagles, assim como o gigante que acordou e foi dormir de novo. Até pode ser, mas em mim, esses acontecimentos marcaram muito e aprendi que a única raça desprezível nesse mundo é o próprio ser humano. 

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