sexta-feira, 29 de julho de 2011

Amor facinho, facinho....

Minhas amigas comentaram sobre esse texto em um dos nossos raros encontros. Eu bati o olho nele, mas não parei para ler. Depois de nossa identificação com o assunto, resolvi lê-lo por completo. É uma ótima coluna, muito bem escrita e acredito que totalmente identificável com a maioria das pessoas. Uma vez na vida, você já passou por isso, se não você, o seu amigo, seu primo, seu vizinho.

Ela fala sobre o amor, de como o amor deve ser fácil e simples, ou seja, gostamos e nos apaixonamos pelas pessoas simplesmente por elas serem aquelas pessoas, e vice-versa. Não precisamos fingir ser alguém que não somos ou batalhar por um amor que você sente difícil de alcançar. O amor é verdadeiro quando você pode dizer a hora que quiser sim e quando bem entender não. Quando pode falar o que pensa sem ter medo da reação do outro, porque ele vai entender, ou pelo menos, vai discordar da melhor forma possível para todos entrarem em um acordo.

Não é fácil viver a vida pisando em ovos e pensando em cada palavra a ser dita. Não é fácil insistir tanto e seu esforço não ser valorizado. Não é fácil lutar por alguém que não faz questão de te amar como você é.

Ok, um pouco de esforço é válido e ceder um pouquinho dali e um pouquinho daqui é necessário para a harmonia do relacionamento. Discussões também podem enriquecer o processo, mas nada que dure mais do que alguns minutos.

Outro ponto ótimo do texto é que depois de insistir tanto e conseguir, aquilo já estará "envenenado", porque "ressentimentos não se dissipam". Você sempre vai jogar na cara do outro que tentou mais, ou que insitiu para dar certo. E depois, o esforço tremendo acaba perdendo a graça...

Legal é ganhar o amor do outro não lutando por um espaço no seu coração, e sim, conquistando esse espaço apenas vivendo o dia-a-dia e sendo quem você é. Não existe fórmula ou mandiga para conquistar alguém. Se é uma batalha todo dia, é melhor não ir em frente, porque o resto da vida será um campo de guerra. Com certeza, tem alguém que gostará do jeito que você é, das suas manias, dos seus horários, dos seus costumes e dos seus defeitos. E só assim, conhecemos o tal do amor facinho, porém verdadeiro.

Para ler na íntegra: clique aqui. Para mais e boas colunas do autor, aqui.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

1833, a época dos justos

Melhor do que a sentença dada e publicada no jornal para um acusado de estupro são as palavras usadas no texto. Vale a pena se divertir com o vocabulário da época e perceber quanto nossa linguagem já está banalizada nos dias de hoje.


terça-feira, 19 de julho de 2011

Cadê o meu futuro?

Recebi hoje esse texto do meu pai por e-mail. Comecei a lê-lo e não parei mais. Como concordo com cada palavra escrita aqui, resolvi replicá-lo. Aqui já está tudo escrito, não é preciso dizer mais nada...

Meu filho, você não merece nada
Eliane Brum
Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.

Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.

Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.

Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.

Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.

É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?

Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.

Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.

Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.

A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.

Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.

Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.

Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.

Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.

O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.

Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.

Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.

Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.

Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.

Fonte: Revista Época

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Ele será Jaspion?

Às vezes, fico pensando o que existe na cabeça das pessoas... Na maioria delas, eu não consigo chegar a conclusão nenhuma. Quando eu escuto então o nome de um novo bebê que veio ao mundo, eu definitivamente penso como os pais podem ser tão egoístas! Será que eles não imaginam que a criança será a mais zuada da classe? Ou quando ele ou ela for arrumar um namorado? Terá que dizer um apelido e só bem mais tarde contar o nome verdadeiro!

É o vai acontecer com o Jaspion. Ele ainda não nasceu, tem meses de vida na barriga, na verdade, e o pai fez uma página no Facebook em prol do nome que ele quer tanto dar ao filho, mas sua esposa (com o mínimo bom senso) o está impedindo. Então, a aposta foi a seguinte: se a página alcançar um milhão de "Curtir", o bebê terá o nome do herói japonês.

São atualmente 291.873 pessoas que contribuem com o louco do pai e mais 4 meses pela frente para que ele atinja o pretendido. Agora, o melhor é a página que a esposa criou em réplica ao marido, porém por ser pouco divulgada está perdendo de lavada nos "Curtir".

Verdade ou não, entretenimento à parte. Divirtam-se com as besteiras do Facebook.

A dele:

Pra falar a verdade NÃO é uma piada! Eu realmente quero que o nome do meu filho seja JASPION. Minha esposa é que não gostou muito do nome. Eu falei que faria uma votação entre os amigos aqui do FaceBook, e ela respondeu: ''NEM COM 1 MILHAO DE VOTOS'' fica JASPION. Entao eu lancei o desafio, E SE EU CONSEGUIR 1 MILHAO DE VOTOS nosso filho se chama JASPION ?
Minha esposa acha que é impossível de obter 1 milhão e CONCORDOU com este desafio. :-D hehehehe Quem sera que vai ganhar ?? JASPION ou ESPOSA ?? Me ajudem PESSOAAAAL !!!

A dela:

Meu Marido está realmente achando que vai colocar o nome do nosso filho de JASPION! Até criou uma Fanpage para tentar me convencer "1 Milhão ''CURTIR'' e minha mulher aceita o nome do bebe de JASPION.", mas óbvio que NÃO vou ceder! E agora só quero provar para ele o quão IMBECIL é essa idéia dele! Afinal de contas, se Jaspion é um nome tão legal assim, POR NÃO TROCA O NOME DELE MESMO sem meter nosso filho no meio dessa babaquice toda?! Então, vamos lá galera, acabar com essa palhaçada de uma vez!
CURTAM ESSA PÁGINA e vamos deixar de lado essa idéia imbecil do meu Marido!
Obrigado!





quarta-feira, 13 de julho de 2011

Para mudar um pouquinho

Em agosto, meu blog fará três anos. Pois é, tudo isso já... E me dei conta de que seu layout nunca foi mudado, por isso resolvi fazer uma mudança não tão radical, alguns pontos básicos continuam os mesmos para melhor identificação daqueles que por aqui navegam.

Essa mudança também tem o caráter de renovação. Sim, renovação é a palavra procurada por mim no momento. E assim fiz o mesmo com o meu blog, para que traga novas inspirações, novos assuntos, novas opiniões e novas maneiras de ver a vida.

Que venham mais três, mais seis, mais nove... e que nem sempre a cada três, mas sim com maior frequência, boas mudanças cruzem os nossos caminhos.

Aqui vai um videozinho para fazer jus ao nome do blog, já que normalmente não faço isso por aqui!




video

terça-feira, 12 de julho de 2011

Já pode descer?

Deu quase um mês, e se dependesse de mim dariam dois. Mais de um mês que não escrevo nada no meu blog. Dá até vergonha de falar que não tenho visto nenhum assunto pertinente e válido de ser abordado. A cada dia que se passa, as notícias rolam como todos os dias. Violência, trânsito, corrupção, desmatamento, pessoas querendo salvar o mundo e iniciativas interessantes, mas que me parecem em vão.

Neste contexto desanimador, o único pensamento é: posso descer do mundo agora?