quarta-feira, 25 de maio de 2011

Eu sou Pró

Existem alguns temas que nunca paramos para pensar se somos contra ou a favor, como a pena de morte, legalização da maconha, eutanásia e outros. Ontem, fui ver A Liga, programa da Band apresentado pelo Rafinha Bastos, peguei na metade e eles falavam sobre liberdades individuais, até que ponto as pessoas podem decidir sobre a sua própria vida. Entre elas, estavam o casamento gay, a legalização da maconha e do aborto, assuntos polêmicos que acabam gerando discussões infinitas sobre os temas e cada um acaba ficando quieto com a sua própria opinião.


Interessante foi a maneira deles de abordar tais temas, os entrevistados e a diversidade deles, o que me fez parar para pensar principalmente no aborto. Um dia, eu já fui contra, achava que as pessoas poderiam usá-lo como método contraceptivo e não como uma opção consciente de não colocar um filho no mundo. Mas ontem, depois de ouvir várias opiniões, ver os casos apresentados (nada imparciais) e fazer conexões com fatos do meu meio, sei com 100% de certeza de que sou a favor da legalização do aborto.

Mesmo que a pessoa o use devido a uma gravidez indesejada por descuido, acho válido. Que tipo de educação ou qualidade de vida uma costureira de 45 anos, com dois filhos, grávida de um homem separado com mais outros dois filhos, pode dar para uma criança neste mundo cercado de violência e miséria? Vai viver de bolsa-família, auxílio-gás e auxílio-creche?

Ah, mas a criança iria viver em um lar de "muito amor e carinho". Iria mesmo? De que jeito? Se com certeza a mãe terá que trabalhar pelo menos 8 horas por dia para dar o comer para ela e os outros filhos? Fora o tempo que ela passa no transporte público todos os dias. Sendo assim, ela não passa mais do que 3 horas por dia com os filhos. Ele vive por aí, um período na escola pública, outro na rua, crescendo marginalizado e influenciado pelo meio em que vive.

O maior problema que vejo nisso é: será que essas mães teriam consciência e frieza suficientes para saberem o que é melhor para o futuro dessa criança? Acho que não. Mas se tiver, ótimo. Cada um deveria ter o direito de saber se tem condições de criar um filho para a vida.

O mesmo funcionaria para adolescentes grávidas. Concordo que políticas deveriam ser adotadas para conscientizar ainda mais (se é que é possível) as meninas/mulheres, porém que condições uma adolescente de 14 anos tem de criar um filho, se nem ela mesma sabe quem é direito?

Muitas pessoas contra o aborto manifestavam opiniões dizendo que se Deus quis que essa pessoa tivesse um filho doente, seria o destino dela já traçado. Então quer dizer que o Deus da Inglaterra dá a opção de você escolher por ter o filho ou não e o no Brasil é "aguenta que o filho é teu"?

Segundo estatísticas do programa, 250 mulheres morrem por ano vítimas de abortos clandestinos, aquelas que assumem que o fizeram. A escolha é de cada um, se a mulher for pobre, não tiver condições de criar a criança e mesmo assim ela quiser ter o filho, ok, ela o terá, mas se ela optar por não, terá disponível meios legais para que a vontade dela prevaleça.

Que nossa liberdade indiviudal seja dona de nosso destino e não nosso "destino" decidindo o que é melhor para nós.



quinta-feira, 19 de maio de 2011

Há 3 anos atrás

Hoje, poderia me decretar em depressão... Acabei de descobrir que meu blog tem quase três anos. Fiquei curiosa em saber quando ele foi criado e fui lá fuçar no meu primeiro post. Acho que meu senso crítico está mais aguçado, dou mais me opinião e melhorei em partes meu texto. Porém, um ponto crucial me deixou de queixo caído.

Meu intuito de criar um blog foi estar em crise profissional e não saber se continuaria no jornalismo ou não. Depois de 3 anos, ainda me deparo com tal indecisão. Claro que já vivi períodos em que decidi banir o jornalismo da minha vida e achei que estivesse certa disso, mas diante dos altos e baixos do mercado e da instabilidade na indústria de confecção.

Volto hoje a cogitar a vida de jornalista, porém, estou mais velha, mais exigente, não quero trabalhar de feriados, quero ter minha vida pessoal, quero em um futuro próximo construir uma família, então, penso mais uma vez, será que a minha profissão por formação é o que realmente eu quero para mim?

Só sei que está um pouco tarde para ficar estagnada nesta dúvida eterna...

quarta-feira, 18 de maio de 2011

F.O.M.O.

Antes não tinha Facebook, antes ninguém sabia o que eram redes sociais, antes ninguém se falava online, antes não havia Blackberry nem iPhone, antes não havia blog, antes não havia netbook, antes não tinha MSN, antes ninguém sofria da síndrome do "Fear Of Missing Out", que já ganhou até uma sigla nos Estados Unidos, FOMO.

A síndrome seria uma carência gerada pela exclusão que as redes sociais causam em seus usuários, apesar de todos poderem estar conectados com todos 24 horas por dia. É mais ou menos assim: vai ter aquela super festa, mas você descobriu que não foi convidado quando a Fê confirmou presença no tal evento e apareceu lá no seu feed de noticias. Ou quando você resolveu xeretar nas fotos do seu ex-rolo e viu que ele fez aquela viagem com a turma toda e ainda por cima saiu abraçado com a sua suposta amiga em pelo menos 4 das 10 fotos postadas.

É aí que vem a FOMO, nada mais, nada menos do que aquela sensação de "perdi". Mas agora vamos ser realistas. Quantos daqueles 300 amigos que aparecem ali ao lado são REALMENTE seus amigos? Ou quantos daqueles você mantém uma relação, de qualquer tipo? Quantos você tem pensando "Ah, vai que um dia..."? Ou quantos são importantes para o seu networking? Todas essas categorias abrangem o perfil das pessoas que você autoriza em suas redes sociais.

E se por um momento você pensou que o Facebook fosse indispensável para sua vida é porque nunca teve um. Ele é justamente o contrário do que se define por essa síndrome. A intenção é unir as pessoas (mesmo que virtualmente), reencontrar velhos amigos e até se surpreender como o mundo é pequeno quando o amigo do fulano é seu amigo também. A própria palavra rede já descreve tudo, ela interliga as pessoas através de seus interesses, das atividades em comum e de tudo que é publicado por ali.

Talvez as pessoas hoje em dia tenham menos o que fazer e mais tempo a perder com as mídias sociais, daí o surgimento de tais fenômenos tão banais quanto aqueles que possam se identificar com os próprios.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Gente diferenciada

Primeiro eu ia escrever, depois, não ia mais, mas diante de tanto assunto, me decidi por este post. O churrascão realmente deu o que falar e está entre os assuntos mais comentados no Facebook e Twitter, segundo o Estadão. E também, segundo o mesmo jornal, ele teria sido cancelado devido a grande adesão da massa. Sim, realmente, no Facebook estão confirmadas mais de 50 mil pessoas para o tal evento. Claro que isso tudo dá pra lotar o Pacaembu e quem tem o mínimo de senso comum, sabe que só um terço irá aparecer.

Mas fica a pergunta, se vai tanta gente, por que foi cancelado? Ainda segundo o site do jornal, é porque a intenção não era fazer baderna, complicar o trânsito e nem ter possíveis atitudes violentas com o protesto. Concordo neste ponto, mas voto para que o evento aconteça, já que a causa é justa e é um absurdo o governo acatar um abaixo-assinado de 3500 pessoas que não precisam do metrô para se locomoverem.

Diante da pressão da população (e de muitos jornalistas e blogueiros) o governo parece que voltou atrás e disse que a estação será sim construída, talvez não na mesma esquina, mas a um raio de 300 metros da Avenida Angélica. Depois de ler algumas matérias sobre o assunto e algumas opinões pela internet, acredito que a estação é fundamental, já que a Avenida Angélica está bem no centro do bairro.

Além de ter sido completamente infeliz em sua colocação, Pedro Ivanow, o responsável pela associação do bairro colocou que a estação deveria ser mais perto da FAAP, já que uma das principais intenções do nova linha seria facilitar o acesso aos estudantes. Francamente, que estudante da FAAP vai de transporte coletivo para a aula? Talvez apenas os do colegial que não tão privilegiados e não possuem um motorista antes de fazer 18 e ganhar o carro do ano.


O organizador do Churrascão garante que ainda haverá algum tipo de movimentação por lá amanhã, porém, de uma maneira diferente. Depois de um balde de água fria, só nos resta guardar a farofa pra comer em casa mesmo...