segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Que venha 2011!

E 2010 vai passando com a velocidade de um furacão. Mal retomamos o fôlego da correria do final de ano e chega mais uma vez a mesma cena, os mesmos familiares, os mesmos amigos e as mesmas situações, tudo repetido, tudo igual, mas apenas por uma noite, já que durante o ano todo tudo foi diferente.

Novas histórias, novos momentos, novas lembranças, novas pessoas, novos propósitos, diferentes objetivos e milhares de sentimentos cruzaram 2010. Tudo junto e misturado com o caos do dia-a-dia. Conclusão: um ano intenso cria a sensação de que ele passou voando. Mas nem nessa velocidade não deixei de aproveitar cada dia que se passava, cada minuto que estava ali, contado no relógio.

Não consegui mudar o mundo este ano, mas consegui mudar um pouquinho de mim, para melhor, claro. Consegui ser mais feliz, consegui realizar duas das oito coisas que pretendo fazer até eu morrer, e, principalmente, consegui enxergar e acreditar em uma perspectiva nova para o ano novo.

E mais um ano se vai para que venha o outro no lugar com a energia renovada e pronta para encarar qualquer tipo de obstáculo. Mudança foi a palavra de 2010 e o seu saldo, positivo.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

As cartinhas dos Correios

Para continuar o clima das boas ações do Natal, fui toda contente hoje aos Correios pegar uma cartinha pro Papai Noel. Não sei se vocês já ouviram falar, mas todo ano, crianças carentes enviam cartinhas para o Papai Noel com o seu pedido de presente para este Natal. Um dos anos anteriores, eu tentei fazer a mesma coisa, mas descobri que não são todas as agências que as distribuem e em vão fui em um sábado na sede e dei de cara com a porta fechada.

Enfim, este ano resolvi tentar de novo. Chegando nos Correios, você pode escolher a cartinha que quiser, porém uma "coincidência" me incomodou um pouco. Quase todas as cartinhas vinham de um mesmo endereço e quase todas pediam uma roupa e um calçado. Nada de brinquedo, de pedidos mirabolantes, claro que tem alguns que extrapolam... "Querido Papai Noel, eu gostaria de ganhar um notebook, mas se não der, quero uma roupa e um tênis da Adidas".

O pior de tudo não eram nem os pedidos, eram as exigências que iam aparecendo conforme a gente lia. Tênis do Restart, camiseta do Justin Bieber, calça jeans e colete jeans, bicicletas, camiseta original do Corinthians, camiseta da seleção original com o nome do Neymar atrás e assim por diante.

Fora as cartinhas que diziam o seguinte: "Olá Papai Noel, me chamo Mariazinha e tenho 1 ano e 7 meses, meu sonho é ganhar uma roupa e um sapato". Primeiro, uma criança dessa idade não sonha em ganhar nada, outra, se sonhasse, quem ia querer tanto roupa e sapato ao invés de um brinquedo?

Enfim, a decepção foi tremenda. Para dar roupa e sapatos melhor "adotar"uma criancinha na creche no Natal e fazer aquelas sacolinhas, com certeza, elas serão entregues às respectivas crianças. Fomos com a intenção de pegar pelo menos umas 4 cartinhas, mas saímos de lá apenas com uma para não perder a viagem.

Ela tem 16 anos e pediu uma cesta básica, uma bola de volêi e material escolar, pois a mãe é muito pobre e não pode comprar para o ano que vem. Ela diz que gostaria muito de continuar os estudos e por isso, pediu ao Papai Noel. Muito bem Jéssica, é o que você vai ganhar neste Natal.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Noite Feliz

E lá vem mais um Natal... Cidade iluminada, enfeites no shopping, trânsito, presentes e aquele clima todo festivo espalhado por aí. É a época das emoções, dos rancores, das lembranças, das confraternizações, das saudades...

Por que o Natal tem todo esse poder? Por que sentimentos que deveríamos ter durante o ano todo ficam mais intensos e mais visíveis em dezembro? O que se espera afinal do Natal? Que irmãos brigados durante anos façam as pazes e se abracem no dia 24? Que o Papai Noel realmente exista e realize aquele sonho de criança? Que o seu amor não correspondido ao menos lhe envie um e-mail desejando Feliz Natal? Ou que a ceia ocorra sem maiores transtornos por conta daquela tia que adora falar mal dos outros?

Não precisamos esperar que certas coisas aconteçam apenas em dezembro. Se quisermos realmente, elas podem acontecer o ano todo. E é um pouco por isso que não gosto do Natal. É muita hipocrisia para uma data só. Pessoas que nem se gostam são obrigadas a se abraçarem e desejarem Feliz Natal, ceias fartas para famílias que se reunem apenas para esse dia. Qual o sentido se não é feito com o coração?

Uma amiga mandou em um e-mail hoje com uma boa frase para esta época: "Não existe o Natal ideal, só o Natal que você decida criar como reflexo de seus valores, desejos, queridos e tradições." Para mim, já há muito tempo o Natal não significa família, nem paz, nem divetimento. O Natal para mim é uma época para ajudar o próximo, para fazer o bem, para espalhar gentileza, só assim eu me sinto feliz e parcialmente realizada. O que pensando bem também está errado. Quem disse que tudo isso precisa ser feito apenas no Natal? Podemos espalhar gentilezas o ano todo, podemos sorrir para estranhos todo dia, podemos oferecer ajuda a qualquer momento. E é por isso que o primeiro lugar da minha listinha para 2011 é: Eu quero fazer mais. Não importa o quê, importa se eu ajudar ou fizer alguém feliz. E se der certo, com certeza, no Natal do ano que vem estarei muito mais satisfeita e plenamente realizada.