quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

O homem do telhado

Você já teve a sensação de ter visto alguma coisa passar e quando olhou não era nada? Pois bem, eu também. Mas dessa vez, era. Era um homem no telhado. Ele apenas passou, mas poderia ter parado e me visto em um dos momentos mais íntimos da vida de uma pessoa: a hora de fazer xixi.
O banheiro foi projetado para não haver ninguém no telhado. Claro, já que não é comum as pessoas andarem pelo telhado a troco de nada. Ele estava consertando a telha, mas eu não sabia desse detalhe. A porta possui um vão entre o teto e o seu final e que belo vão...
Ele poderia estar ali há séculos, mas a verdade é que eu só o vi quando estava na posição mais desfavorecida possível. O bom é que deu tempo de correr. Corri. Corri para o cantinho da parede e me recompus. Talvez ele tenha apenas passado e não me visto. Talvez ele tenha me visto antes de eu vê-lo. Talvez ele tenha preparado o celular e um vídeo meu fazendo xixi está prestes a aparecer no Youtube. Só sei que, depois do susto, o xixi está tímido e não quer voltar a sair...

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Apanhado

Essas semanas estão voando e a minha criatividade está indo junto com elas. Só chove nesta cidade da garoa e as chuvas trazem os alagamentos, os trânsitos e a vontade absurda de estar em casa debaixo do edredon. Em pleno verão, o cinza plaina sobre nós. E as notícias já estão batidas. A igreja já deve estar reconstruindo, já remoeram a vida da modelo falecida pela infecção até descobrirem que a vizinha dela também ficou doente, já bombardearam mais um pouco a Faixa de Gaza e já transcreveram em todos os idiomas o discurso da posse do Obama.
No metrô, o pessoal está normal demais, ninguém muito freak, ninguém dando escândalo, só continuam mal educados como sempre. O trabalho também me impediu de exercer a minha escrita nos últimos dias, a pressão, que nunca acontece por aqui entrou de súbito e resolveu morar por uns dias. O tendão inflamado e/ou lesionado me impediu de continuar com as minhas atividades físicas corriqueiras, então, também não sei o que acontece no mundo dos esportes. A Favorita acabou e Caminho das Índias ainda não está super legal de se acompanhar. Sobre o BBB9, eu gostaria de fazer uma consideração: acho que a produção escolheu a dedo as mulheres que colocariam na casa. "Sem audiência, BBB apela para a pornografia", essa deveria ser a manchete do UOL. Como são dadas essas moças!
Hoje, descobri uma ferramenta incrível no Google. Os mapinhas e o caminho eu já conhecia, mas o homenzinho que anda com você na cidade é uma novidade para mim! Fiquei surpresa quando descobri que posso andar por NY virtualmente e seguir pela rota que quiser, ou pelo Congo, pela Ásia, pela Nova Zelândia, ou até mesmo ver a rua da minha casa! Um belo passatempo para as horas de ociosidade.
Viva o Google e sua tecnologia que nos anima nas horas cinzentas do dia...

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

E os céus escureceram...

E o templo ruiu sobre o pensamento dos fiéis. Parece passagem bíblica, mas foi o que realmente ocorreu. No domingo, o templo da Igreja Renascer em Cristo no Cambuci literalmente desabou. Nove pessoas morreram e centenas ficaram feridas. Três dias após a tragédia, o templo da Assembléia de Deus cedeu seu espaço para os evangélicos da Renascer fazerem seu culto e prestigiarem a transmissão via satélite do pronunciamento do apóstolo Estevam e da bispa Sônia Hernandes sobre o desabamento.



Mais de 2 mil pessoas estavam no local quando o casal pediu reforço no dízimo da igreja para a reconstrução do templo e que quem tivesse contribuições "generosas" que subisse ao palco. Eles também lamentaram pela morte dos fiéis, mas disseram que essa não era uma dor de morte, mas sim de ressurreição. Agora, a pergunta que não quer calar: Será que o dinheiro que foi economizado na construção do templo desabado foi aquele que o casal Hernandes tentou entrar em Miami no começo de 2007? Claro que uma reforma, por mais cara que seja, não teria custado US$ 56 mil, mas juntando alguns dízimos ao longo de alguns anos, se chegaria fácil a essa quantia.
Quem sabe dentro de um ano os dízimos não tripliquem e uma nova igreja não seja reerguida facilmente? O Kaká com certeza irá ajudar, já que sua carreira está em ascensão. Só espero que dessa vez, a imprensa fique em cima e a Renascer contrate uma empresa licenciada e obtenha autorização da Prefeitura para a obra. Caso contrário, a vontade de Deus prevalecerá mais uma vez.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

De uniforme

Jogando conversa fora com uma prima minha começamos a lembrar dos nossos uniformes da infância. Como eram feios as cores, os modelos, e os logotipos. Quem nunca teve um uniforme azul ou vinho na escola? O azul variava, o meu era royal, o dela era marinho. As listras brancas laterais ganhavam destaque, assim como aquele tecido horroroso que esquentava no calor e nos deixava com frio no inverno.


O meu passou por fases e acompanhei todas, já que estudei no mesmo colégio toda a vida. Primeiro, ele era azul royal com detalhes em branco e cinza. A calça tinha uma de cada cor atrás do joelho, o casaco tinha o corpo na parte da frente branco com o P (o logotipo) discreto estampado. Já a camiseta, era branca com um fundo quadriculado na frente e um P do tamanho da barriga azul royal. Já mais crescidinha, ele sofreu uma modernização radical. Passou para o cinza! Bonito, de moleton, a calça tinha uma faixa mais grossa nas laterais com o nome do colégio em letras estilizadas (pareciam aquelas que vêm na Passatempo). O P gigante da camiseta ficou discreto e no cantinho. Quiseram incrementar e resolveram fazer também um moleton azul marinho. Aí, você podia combinar. Ou só cinza ou cinza e azul. Aí, na onda de colégios suíços, criaram uma saia-short, bem bonitinha, mas eu já tinha passado da fase de usá-la.

Também nos recordamos dos malditos elásticos na barra da calça. Pra que eles existiam, se a gente sempre cortava? E os da cintura, que vivíamos enrolando? Não podiam fazer um cavalo menor para as meninas? E os couros que as mães costuravam nos joelhos para não gastar tanto a calça? Graças a Deus, eu não era um molequinho e minha mãe não precisou economizar nas calças.


Depois de rir com as nossas breguices infantis, lembramos do tal casaco na cintura. Por que nós, meninas, não saíamos de casa sem o tal casaco amarrado na cintura? Podia estar 50 graus, colocávamos uma bermuda, uma camiseta e o raio do casaco na cintura. Qual era o nosso problema? Tínhamos vergonha dos meninos? Ainda se fosse só na aula de Educação Física, tudo bem, mas inclusive nela o bumbum estava coberto. Imagina jogar queimada ou futebol com o casaco se arrastando atrás de você. Já hoje, o evitamos ao máximo. Será que perdemos os pudores? Ou isso foi apenas uma moda passageira?

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Um lazer de trabalho

Quem é que não gostaria de ganhar quase 40 mil reais por mês, morar em uma ilha paradisíaca na Austrália, ganhar uma casa com três quartos, um buggy e apenas ter que cuidar dos corais, dar comida para as tartarugas e para os peixes e observar as baleias? Se você respondeu sim, já pode garantir seu lugar na seleção para uma vaga de zelador na ilha Hamilton, umas das 600 que fazem parte do arquipélago da Grande Barreira Coralina, o maior recife do mundo. Mas rápido, porque falta um pouco mais de um mês para terminarem as inscrições.




Os pré-requisitos: saber nadar, mergulhar e ter espírito aventureiro. Por enquanto, a sua concorrência é de 200 pessoas, porém o site está travado devido ao excesso de visitas diárias: mais de 200 mil. O emprego foi denominado como o "Melhor Emprego do Mundo" e para fazer sua inscrição basta preencher a ficha e enviar um vídeo de 60 segundos. Ah, mas não pense que é só moleza. O novo zelador também deverá manter um blog e um diário de fotos e vídeos sobre seu trabalho.



Dê uma olhada no trabalho dos sonhos em www.islandreefjob.com e já se candidate para a vaga.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Maria Balinha

A onda de A Favorita invade mais uma vez o meu blog. Prometo ser a última vez, já que a novela termina daqui a 3 dias. Mas, a intenção é boa, é para escrever sobre a Maria Balinha, a boneca de pano de estimação de uma das personagens. Quem nunca teve uma Maria Balinha na sua vida? Aquele brinquedo ou boneca ou ursinho de pelúcia que ganhamos quando éramos pequenos e nos apegamos de tal forma que até hoje é difícil nos livrarmos do trapo que ele virou?
Alguns, preferem um paninho, aquela fraldinha de criança com bichinhos esquisitos e coloridos. Dormem com o paninho, vão ao shopping com o paninho, choram pelo paninho. Para os pais, fica até difícil lavar o paninho. No meu caso, foi um palhacinho de pano. Minha mãe disse que ganhei ainda na maternidade da minah madrinha. Adorava aquele palhacinho, claro, que não me lembro muito dele quando era criança, mas depois que tomei consciência da minha existência no mundo, passei a chamá-lo de Pafúncio.
Coitado do palhacinho. Depois de alguns anos, ele ficou encardido, um tanto destruído e com alguns riscos de caneta. Mesmo lavando, o branco já era amarelo por natureza. Com o passar da infância, Pafúncio foi deixado de lado e começou a morar dentro do meu guarda-roupa. Já faz algum que não o vejo, provavelmente, deve estar escondido em algum canto escuro, na parte de cima do armário, junto com as "tralhas" pouco usáveis. Preciso resgatá-lo qualquer dia desses para ver se ainda está inteiro ou se sobrou algum pedacinho dele. Mas, mesmo que os Pafúncios e as Marias Balinha não façam mais parte da nossa rotina, fica difícil nos livrarmos de uma parte tão boa de nossa infância.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Pequena pintora



Uma das principais galerias de arte da Austrália, Brunswick Street em Melbourne receberá quadros de uma artista um tanto especial. Seus trabalhos são avaliados de 250 a 1500 dólares e são pinturas abstratas, o que não poderia ser diferente já que a pintora tem apenas 2 anos de idade.




Aelita é filha de pais artistas, que julgam a pequena pintora como uma criança prodígio. Os pais mostraram seus quadros para o diretor da galeria com a intenção de ter mais de uma opinião sobre a menina, não revelando a sua idade. O diretor adorou seus quadros e resolveu expô-los, quando descobriu a idade da pintora, ficou cosntrangido, mas decidiu manter a expoisição, ressaltando que esse tipo de situação não é comum na galeria.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Esse pessoal da arte...


Mais uma vez o flash mob foi notícia pelo mundo. Desta vez, Portugal foi o país escolhido. O movimento, organizado pelo grupo ImprovLisboa, ganhou o nome de No Pants! (Sem calças!) e teve a adesão de dezenas de pessoas. Segundo o blog do grupo, essa é a oitava Viagem de Metrô Sem Calças! e é realizada em diversas cidades do mundo, sendo a primeira em Nova York em 2002. No ano passado o evento reuniu mais de 900 pessoas na cidade pioneira e mais de 2000 pelo mundo.


Pelo menos 40 portugueses aderiram ao ato no último dia 10. O blog ainda alertava que as mulheres não deveriam usar fio-dental e que os homens deveriam ir com cuecas opacas. A intenção não é incomodar, mas sim, dizer que são pessoas normais, apenas sem calças. Cada um deveria manter a compostura enquanto o fizesse e "Não apareças se não tens intenção de tirar as calças", pedia o grupo.


Agora, uma pergunta: quem se reúne com outras pessoas para tirar as calças no metrô é uma pessoa normal? Você teria coragem? Assista ao vídeo e veja se em 2010 você é capaz de participar dessa viagem de metrô um tanto inusitada.



Acesse também o blog do ImprovLisboa para mais informações: http://improvlisboa.blogspot.com/

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Marcha lenta

A gente sempre escuta dizer que o ano só começa depois do Carnaval. Não me lembro de ter constatado isso em nenhum ano, já que minhas aulas começavam antes da folia. Depois de formada, as férias escolares já não faziam mais parte do meu universo e também não pude fazer corpo mole depois das festas de final de ano. 2009 começou diferente. Uma preguiça constante toma conta do meu ser.
Parece que estou vivendo na Bahia, aonde as pessoas funcionam em um ritmo mais lento do que o nosso, sem preocupação com a vida. A verdade mesmo é que eu queria estar lá, deitada em uma rede, tomando água de coco, olhando para a água do mar, sem tomar sol para não cansar muito. Comecei o ano devagar. Até o meu blog está capenga, não sei se é preguiça ou se não encontro assuntos interessantes para escrever, ou se o desinteresse pelos assuntos é meu mesmo.
Sei que agora é sentar e esperar o tempo passar, torcendo para o Carnaval chegar e espantar essa preguiça encostada.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Ser humano em construção

Os últimos capítulos de A Favorita estão difíceis de perder. Novelas, no geral, quando chegam ao final ficam irresistíveis. Em algumas cenas o autor nos chama de burros, mas no fim, acabamos rindo muito. Ontem mesmo, o Orlandinho (personagem que está na dúvida se é gay ou não) disse que era um ser humano em construção, quando foi questionado se era hetero ou homossexual ou bissexual. Achei o termo interessante. E na verdade, percebi que ele vale para outros significados.



Eu, por exemplo, me considero um ser humano em construção. Ainda não estou na carreira da minha vida, ainda não tenho o emprego dos meus sonhos, ainda não ganho o suficiente para me sustentar e acredito que ainda tenho muito o que aprender. Já encontrei meu grande amor, mas ainda falta chão para formar uma família. Por isso, sou um ser humano em construção.



Na verdade, acredito que sempre temos algo a acrescentar para alguém ou a aprender com alguém. Por pior que seja a pessoa, ela nos ensina, nem que seja, o como não fazer. Todos que conhecemos durante nossas vidas nos permitem conhecer uma nova parte do nosso eu, alguma que, até então, não sabíamos da sua existência. São nossas experiências que nos permitem crescer e construir mais uma parte de nós a cada dia que passa. Sendo assim, mão na massa e muita disposição para construirmos o melhor ser humano possível.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Gaza


Resolvi que o assunto de hoje seria a Faixa de Gaza. Afinal, ela é manchete em todos os noticiários do mundo. Aprendi sobre o conflito no colégio, mas já não me lembro muito o que aconteceu e por que há tanta disputa por um pedacinho de terra. Comecei, então, a pesquisar sobre o assunto. Gosto da Folha Online porque ao final de cada matéria tem um link: "Entenda mais sobre X". Cliquei e estou lendo até agora um longo texto sobre israelenses e palestinos. Li, li e reli e chego à conclusão de que parece briga de criança na escola.


Israel pegou um pedaço de Gaza e construíram algumas colônias, o que é proibido de acordo com a Quarta Convenção de Genebra (fixar residência em um lugar já ocupado), depois a Palestina renunciou a um pedaço do território que seria de Israel, mas o Hamas não reconheceu essa renúncia e continuou brigando por ele. Com isso, a Palestina ficaria com a Faixa de Gaza e um teco da Cisjordânia, mas a Faixa de Gaza é ainda controlada pelos israelenses, eles controlam a região e usufruem dos recursos hídricos e naturais. Aí, os palestinos não gostam nada dessa situação, aí veio a Intifada (isso você já deve saber pelas aulas de História), aí vieram os bombardeios e aí, veio o muro (que ficará para um próximo post).


Enfim, mesmo que você queira, não é possível entender o conflito, não é possível ver quem tem razão, não é possível compreender porque precisam derramar tanto sangue por 360 quilometros quadrados. A maioria da população de Gaza é palestina e são refugiados de guerra. Eles vivem com menos de dois dólares por dia por conta das barreiras impostas pelos israelenses e pelo controle do Hamas na região. Hoje, a ofensiva militar já deixou mais de 600 mortos, 2500 feridos, entre crianças e mulheres, palestinas ou israelenses.


segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Feliz 2009!

2009. Um novo ano para deixar entrar todos os sentimentos bons da vida. Paz, alegria, saúde e sucesso é o que todos desejamos para as pessoas queridas e, na verdade, para aquelas que você nem conhece, como o vendedor ou o frentista do posto. Que os votos para 2009 sejam sinceros e que façam pessoas melhores para esse novo ano.
Desejo a todos os leitores do meu blog um ano de muitas conquistas! Feliz 2009!

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Receita de ano novo

Carlos Drummond de Andrade


Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,

Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido

(mal vivido talvez ou sem sentido)

para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,

mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;

novo até no coração das coisas menos percebidas

(a começar pelo seu interior)

novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,

mas com ele se come, se passeia,

se ama, se compreende, se trabalha,

você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,

não precisa expedir nem receber mensagens

(planta recebe mensagens? passa telegramas?)


Não precisa fazer lista de boas intenções

para arquivá-las na gaveta.

Não precisa chorar arrependido pelas besteiras consumidas

nem parvamente acreditar que por decreto de esperança

a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa,

justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,

direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver.


Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome,

você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo,

eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente.

É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.